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BRASIL, Sudeste, Homem, Portuguese, English, milton.miszputen@uol.com.br
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O cara que quer te ajudar a estacionar
Depois de enfrentar fila e multidão no Parque Villa Lobos (ver post abaixo) fui muito ingênuo no meu desejo de almoçar no bairro da Liberdade. Apesar de dar seguimento ao meu levantamento gastronômico do bairro, hoje eu poderia ter deixado essa passar, afinal nos finais de semana aquele lugar enche mesmo de gente. Mas isso nem é tanto o problema, mas sim os "amigos" que querem te ajudar a estacionar:
Ao estacionar a Vespa, é a segunda vez em apenas duas semanas, em dois trechos da mesma rua Tomás Antonio Gonzaga, que porteiros de prédios ou funcionários de estacionamentos vêm palpitar sobre onde parei a motoneta. Apesar de eu escolher sempre um local com um metro livre antes da guia rebaixada, em local permitido, onde teoricamente a Vespa estaria livre de problemas, é quase que infalível que alguém me aborde para sugerir que eu a estacione em algum outro lugar mais "seguro". "Aqui é melhor não", porque alguém pode resvalar, bater, derrubar, etc. Enquanto que um outro "colega" aparece e contribui com outra sugestão. Na semana anterior, eu não aguentei e soltei: "então vocês dois tirem no par ou ímpar quem está mais certo". Irritadíssimos com a minha ironia, felizmente me abandonaram, e eu também saí de lá irritado para estacionar em algum outro lugar.
Hoje foi exatamente a mesma coisa. Também num local absolutamente bem escolhido.
O que esses caras querem? Te ajudar? Te intimidar? Te expulsar? E olha que não estou falando dos guardadores oficiais de carros, os flanelinhas. Eu quero que esses caras vão tomar no c..., isso sim.
Depois disso, almocei tranquilamente num restaurante daquela rua, com a crença de absorver a serenidade oriental junto com a comida, e depois enfrentei as calçadas lotadas da rua Galvão Bueno, em busca de um cafezinho. Ainda estou para encontrar um bar tranquilo para um espresso na Liberdade. Mas essa fica para uma próxima.
Escrito por Milton Miszputen às 16h27
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A Diana Krall, as filas e o calor
Hoje tentei assistir ao show de Diana Krall, no Parque Villa Lobos, em São Paulo. Há semanas sendo bem divulgado, especialmente pela excelente Rádio Eldorado, eu tinha certeza que iriam bem mais do que meia dúzia de gatos pingados. Congestionamento para se chegar ao local (devidamente driblado por mim e minha Vespa). Fila na escada de um metro e meio de largura que dá acesso ao nível principal do parque. Gramado muito cheio.
Quando cheguei, estavam ainda no segundo show de abertura, com algum atraso para o show principal. Acontece que num gramado desprovido de sombras, minha pele branca de origem polonesa não aguenta esperar tanto pela Sra. Krall, mesmo com protetor solar. E espero, e espero, lendo o interessante livro "O Rio da Dúvida".
Sem água ou comida, num raio de talvez mais de cem metros, haja resistência humana para suportar as condições locais. Mas é um show ao ar livre, não é? Então o que esperar dele? Talvez que ele começasse no horário, ou numa hora em que o sol não causasse o termômetro ultrapassar os 30 graus. Ou que o espectador aqui fosse ainda mais prevenido e levasse um grande chapéu e mais um tubo de loção anti-sol.
Aí, refleti: será que vale taaanto a pena ir a um show desses (chamado por muitos de "mega-show")? Pô, eu já estava a uma distância em que a Sra. Krall ficava do tamanho de uma formiguinha e aí eu teria que confiar mais na minha audição do que na minha visão. Com fome e com a sensação de que minha pele logo ficaria com um tom meio roxo-berinjela, e decepcionado, decidi abandonar acampamento. Uma pena. Na caminhada para a saída, mais uma constatação da dificuldade nesses eventos. Um carro pipa da Sabesp ajudava na hidratação dos expectadores, mas para encher suas garrafinhas ou pegar um copo, havia três longas filas. Como essas coisas dependem tanto de nosso empenho!!
Desculpe Diana Krall, mas não foi desta vez que nos "encontramos". Acho que vou me consolar colocando seu CD pra tocar em casa mesmo, com um som bem melhor, mas sem o seu belo visual loiro ao vivo. Fica pra próxima, ok?
Escrito por Milton Miszputen às 15h50
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O SAC e os sites de empresas
Tenho dúvidas se os SAC (serviço de atendimento ao consumir) em sites de empresas realmente servem para alguma coisa. Há umas três semanas, eu escrevi para dois deles: o do Banco Real e o da Marfrig, um grande frigorífico. Por enquanto nada de respostas. No site da Marfrig, o formulário para isso nem funcionou (pelo menos não no meu browser). Precisei telefonar para o zero-oitocentos e pedir o endreço de e-mail, pois a solicitação era longa demais para um telefonema. Ué, se então nossas dúvidas não vão ser respondidas, para quê ter um e-mail no site disponível para nós? Melhor sacar fora e cada um que se vire. Deve ser o que eles querem, afinal.
Escrito por Milton Miszputen às 15h25
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O Tempo do nosso tempo e de todos os tempos
É o tempo que comanda todos os aspectos das nossas vidas
O tempo da gestação O tempo que leva para amadurecermos O tempo da planta dar frutos O tempo cuja percepção muda à medida que crescemos O tempo que precisamos para fortalecer as amizades O tempo que não passa para que o jogo termine quando o nosso time está vencendo, e que passa muito rápido quando precisamos de mais um gol O tempo que nos faz esquecer das coisas tristes O tempo que se encarrega de amenizar a perda do amor que tivemos por uma pessoa O tempo que faltou para resolver só mais aquela questão do vestibular O tempo que passou e o bife queimou O tempo que perdemos no trânsito O tempo que existe em apenas um minuto, mas o suficiente para nos fazer perder o trem O tempo curto que nos deixa afobados O tempo de sobra que nos deixa relaxados O tempo que os rápidos computadores modernos ficam nos prometendo encurtar O tempo que julgamos dominar O tempo que pensamos ter perdido O tempo que causa saudades O tempo que passa e transforma brigas e discussões em quase nada O tempo curto da banda larga que nos deixa viciados em Internet O tempo que demora para uma carta esperada chegar O tempo livre que nos presenteia com a criatividade O tempo que pedimos "para pensar" O tempo que leva fazer uma obra de arte com as próprias mãos O tempo que nos garante a experiência O tempo que, quando "falta", vira desculpa para não encontrarmos nossos amigos O tempo que Einstein misturou com o Espaço e eu nunca entendi O tempo que a Natureza de Darwin precisou para a evolução dos seres vivos na Terra O tempo que Deus criou a Terra O tempo que não pára O tempo que encerra a vida e tira da gente a pessoa querida O tempo que passa para ler esse texto
Escrito por Milton Miszputen às 14h10
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A palavra que encolhe
O mundo deve mesmo estar ficando cada vez mais apressado. Veja o encurtamento das seguintes palavras: American Express Card, virou AmEx; Federal Express, virou FedEx, e National Geographic, virou Nat Geo (bem, parece que ninguém está mesmo a fim de falar né-cho-nal-gi-o-gré-fic, especialmente se tiver que falar Channel a seguir).
Ou os nomes originais já não prestavam mais para a função que foram criados, ou tá todo mundo sem tempo de pronunciá-los, ou foi uma jogada de marketing que aproveitou e deu uma reciclada nas marcas. Cuidado, daqui um tempo você verá algumas palavras encolherem até desaparecerem de verdade.
Escrito por Milton Miszputen às 16h15
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O letreiro retirado
A lei que regulamenta os letreiros de lojas acabou sendo cumprida na cidade de São Paulo. Assim, muitos foram retirados das fachadas, tirando o véu que encobria o que estava escondido por muitos anos: as reais fachadas dos imóveis, revelando a arquitetura daquela parte da casa ou edifício. Agora, tudo muito sujo e em mau estado. O curioso é que, infelizmente, acostumamo-nos com os letreiros espalhafatosos, grotescos, sem estilo, de péssimo gosto artístico. Raros eram os letreiros que não representavam o afã do proprietário em fazer aparecer. Aliás, com o passar dos anos, viu-se uma disputa cada vez maior por espaço, para garantir a exposição, com os letreiros crescendo e crescendo.
Destaco aquele feio letreiro protuberante, como um caixote, de tiras verticais de metal (ou plástico?), que avançava para garantir melhor visualização da marca da loja. Não sou arquiteto, mas tenho alguma crítica estética: esse letreiro nunca me convenceu. Além desse tipo, outra aberração foram os painéis plásticos, mais recentes, impressos por computador, feitos em "qualquer esquina", também desprovidos de qualquer cuidado estético, seja na escolha das letras, cores, desenho, etc. Claro, estamos falando de uma categoria de comércio popular (e de classe média), que é a maioria. Você nunca viu a fachada da Louis Vitton, nos Jardins, assim.
Finalmente estamos livres desse lixo, que agora está onde merece: no lixo, mesmo (ou quem sabe, sendo reciclado na sucata).
Será que a sinalização que virá receberá um trato melhor? Conquistaremos o bom gosto, depois de anos? Ou o mau gosto virá, porém em tamanho menor? Ou faremos uma volta ao passado, reconquistando a arquitetura original dos edifícios? Isso fica para daqui uns meses.
Escrito por Milton Miszputen às 07h05
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O programador do Telecine
O que faz o programador do Telecine (Net SP, Globosat) escolher dois filmes, com morte violenta e zumbis para a manhã de domingo e "A Era do Gelo" e "A Era do Gelo 2" para a segunda-feira, das 18 às 22 horas!?!?
Escrito por Milton Miszputen às 18h15
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A evolução de Nicole Kidman

Nicole Kidman nasceu em junho de 1967, portanto tem 39 anos. Acompanhe a sua evolução ao longo dos filmes e anos:
1) "Terror a bordo" (1989), 22 anos. 2) "Um sonho distante" (1992), 25 anos. 3) "De olhos bem fechados" (1999), 32 anos. 4) No lançamento de "Cold Mountain" (2003), 36 anos. 5) No Oscar de 2004, 37 anos.
Deixou de usar seu cabelo natural, meio ruivo e encaracolado, talvez tenha perdido o nariz redondinho, mas até continua bonita (segundo as "normas" atuais), pois pode ter entrado na onda das plásticas, entre 1999 e 2003 (bochecha, nariz, lábio e sombrancelha!?). Como ela teria ficado se tivesse tentado se manter no original?
Escrito por Milton Miszputen às 10h34
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O Romário, seus gols e as notícias
Romário está para alcançar a marca de 1000 gols feitos. Mas vários veículos de imprensa teimam em noticiar o número de gols feitos até agora (998), "segundo ele". Tempos atrás, eu já tinha lido que não havia concordância entre a conta dele e de outros registros.
Ora, por que então jornais importantes como a Folha de São Paulo, ou a Rede Globo, não informam a conta "da oposição" e assim Romário faz os dois que faltam para os 1000 dele, e tantos mais quanto forem necessários, e cala a boca de todo mundo!?
Escrito por Milton Miszputen às 08h18
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O Beavis e o Guy Pearce

O ator Guy Pearce não precisará de muita maquiagem se um dia tiver que interpretar Beavis.
Escrito por Milton Miszputen às 17h16
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O inseticida
Como todo bom paulistano, nesta época do ano, sofro com a quantidade de pernilongos. Mas estou preparado para o contra-ataque. Disponho de um belíssimo spray de 400ml, cano longo, que é disparado diretamente sobre o inseto. Quando eu consigo vê-lo, é claro.
Comigo não tem aquele negócio da propaganda da TV, em que a linda mulher loira, com rosto angelical e sorrindo, dá duas singelas borrifadas no quarto e tudo está resolvido. Aqui é na base do "mira e atira". Sinto-me como um canadense na temporada de caça aos patos. Aí, realmente o spray funciona. Deve ser por sufocamento, porque eu não deixo muitas opções ao pernilongo, não! Penso que qualquer spray resolveria o problema, inseticida ou não, afinal não sobra muito oxigênio ao inseto com a quantidade de fumaça que eu faço (acho que vou tentar com o desodorante para provar minha teoria).
Mas toda essa empreitada requer muita disposição: assim como o controle remoto e o celular, não importa onde eu estiver na casa, eu tenho que levar junto a lata de spray. Só não falo a marca, porque não recebo nada pela propaganda.
Escrito por Milton Miszputen às 14h36
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O futebol feminino
Mulheres, me desculpem. O Dia Internacional das Mulheres foi outro dia, mas não posso deixar de registrar minhas impressões sobre o futebol feminino.
Num dia de programação fraca na TV à cabo (bem..., todo dia ela é fraca), fiquei assistindo Santos FC x algum time, versão feminina (para variar, com vitória do Santos). O negócio não tem nada a ver com futebol masculino. Vejamos:
- A dinâmica é outra. A velocidade das jogadoras faz com que ao olhar para a TV pareça um daqueles (excelentes) jogos de futebol para videogame. Difícil explicar isso, mas a movimentação delas (reais) segue o mesmo ritmo deles (digitais). Corre atrasada-pára-pensa-chuta-corre de novo-a bolá pára na grama fofa-corre mais um pouquinho...
- Erraram no figurino. Mulheres, que se consideram vaidosas, vestindo uniformes masculinos, obviamente com um tamanho errado pra mais, com a manga da camisa quase batendo no punho... Minha prima, especialista, poderia desenhar umas peças bem mais apropriadas e sensuais, para valorizar "o esporte". E não espalhe, mas o uniforme usado era de duas ou três coleções passadas. Como elas se permitiram a isso!?
- As delicadas figuras parecem muito pequenas no gramado gigante.
- Se algum telespectador desavisado assiste a um jogo desses à uma distância, a ponto de não reconhecer as figuras femininas, como por exemplo num telão longe, ele vai ter uns tilts cerebrais até se dar conta do que está acontecendo.
Mas, realmente, eu gostaria que a CBF organizasse um Campeonato Brasileiro delas, isso sim!
Escrito por Milton Miszputen às 06h36
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A estufa e o efeito estufa
Ironicamente, o local que preserva e expõe espécies vegetais para a apreciação do público, geralmente longe do ambiente natural delas, recebe o mesmo nome do fenômeno atmosférico que ameaça o futuro da vida na Terra: estufa e efeito estufa.
Sim, claro, o efeito se comporta como uma estufa por isso o nome. Em inglês aconteceu o mesmo: usa-se a palavra greenhouse (não é o bairro paulistano Casa Verde, não).
Escrito por Milton Miszputen às 07h02
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O perdido, o celular, o caminho certo e a fortuna da operadora telefônica
Com a tal "comodidade do telefone celular", o guia de ruas (de papel) caiu para o segundo plano, jogado no banco de trás do carro. Diariamente, centenas ou milhares de pessoas indo a festas, encontros, ou quaisquer lugares desconhecidos delas, preferem telefonar do meio do caminho para se acharem a consultar gratuitamente o guia.
O telefonema pode ser curtinho ou prolongado, a depender da complexidade do trajeto, e o usuário do telefone celular costuma pensar "são só uns minutinhos". Ele está certo, mas quem está festejando mesmo são os donos das companhias de telefone celular, acumulando esses "minutinhos" de milhares de pessoas, diariamente. Lembremos que enquanto os perdidos estão falando ao celular, o filho do dono da operadora de celular está fazendo windsurfe no Caribe, ok?
Que graça pode ter você ter um mapa do lugar ou as coordenadas exatas do guia para achar um endereço? Por que não ter o endereço certo (e completo) nas mãos antes de sair de casa? Por que não evitar de falar ao telefone ao dirigir o carro? Por que se passar de perdido?
Escrito por Milton Miszputen às 06h16
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O consumismo e a decoração do supermercado
Estamos ainda em fevereiro e o supermercado já está com decoração de Páscoa. Quer dizer, já está expondo dezenas de tipos de ovos de chocolate. Eu acho que daqui uns anos essas "decorações" que representam datas ou festas vão se emendar sem intervalo algum e, ao longo do ano, teremos uma série ininterrupta de ofertas: Saem ovos de Páscoa, entram pipocas da Festa Junina. Depois, presentes para o Dia da Criança se transformam em bugigangas de Halloween, que cedem espaço aos panetones de Natal.
O que importa é oferecer a maior quantidade e variedade de produtos para uma sociedade cada vez mais faminta de consumo. A indústria está bobeando em não inventar algum tipo de bolo (como colomba pascal e panetone), para as pessoas comprarem para o Dia das Mães e o Dia dos Pais. Aliás, a própria colombal pascal não existia há um bom tempo atrás, mas agora está fazendo bonitinho o seu papel nas prateleiras do supermercado.
Também é um pouco triste ver que uma grande parcela da população (a que menos tem dinheiro) embarque na obrigação de comprar esses mimos aos seus queridos ou para servir num almoço de família, gastando o que não tem, portanto ficando cada vez mais pobre.
Mas o mundo capitalista é assim mesmo. Lembremos que, quando colocamos o ovo de Páscoa de 25 reais no carrinho, o filho do dono da fábrica de chocolate está curtindo um esqui na neve na Suíça...
Escrito por Milton Miszputen às 06h28
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A palavra rebuscada
Enquanto alguns procuram sabiamente simplificar suas vidas, outros insistem em complicá-la. Nem que seja com o uso de palavras mais rebuscadas ou complicadas, quando poderiam muito bem usar um linguajar simples.
Veja alguns exemplos:
- Higienizar (limpar) - Disponibilizar (oferecer, dar, ceder) - Comercializar (vender)
Mesmo que isso garantisse uma sofisticação, ainda assim não valeria a pena falar difícil versus falar fácil.
Será que é vergonhoso falar (ou escrever) direto e simples? Será que essas palavras mais complicadas são comprovadamente mais corretas que as mais simples?
Escrito por Milton Miszputen às 10h19
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O filme no DVD e a crítica favorável
Você vai à locadora de vídeo, digo DVD. Passa pelas prateleiras cheias de caixinhas de filmes. Além de ver com os olhos, você tem que ver com as mãos: pega a caixa e vira para ler a sinopse do filme ou alguma outra informação. Frequentemente encontra comentários, ou trechos de críticas, pescados de jornais mundo afora. Veja quantas vezes você não leu isso: "a melhor comédia do ano" (impossível tantas comédias serem "a melhor do ano"!). Não importa a referência. Pode ser do Los Angeles Times, do New York Times, afinal, em algum jornal ou revista do mundo, nem que seja um Arizona Express ou um Diário dos Siderúrgicos de Cubatão, alguém falou bem do filme e o distribuidor fez uma pesquisa cuidadosa para descobrir isso. O que vale é "capitalizar" em cima de alguém de boa fé.
Eu mesmo gosto quando estampam as folhas de louro, que simbolizam festivais de filmes "de arte", ou quase isso. Chamo-as de graminhas. Já chego procurando os filmes com graminhas. Tem graminha, já é um bom começo. Não custa tentar. Às vezes a gente quebra a cara, mesmo com uma referência de confiança.
Escrito por Milton Miszputen às 08h05
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O xampu e o ingrediente
A cada "temporada" a indústria cosmética precisa inovar para atrair clientes para os seus produtos. Apostando na credulidade de seus (suas) potenciais compradores, especialmente os de xampu, os fabricantes "descobrem" ingredientes que prometem deixar os cabelos mais fortes, brilhantes, resistentes, sem pontas quebradas, lisos ou encaracolados (o que for mais conveniente à moda vigente), desengordurados, etc.
Veja caro leitor o que já colocaram na sua cabeça (se minha memória não foi afetada por tanta salada química): gérmen de trigo, jojoba, tutano de boi, maçã verde, mel, todo tipo de ervas e florzinhas cheirosas. Ultimamente descobri que existe uma onda de guaraná (e o negócio tem cheiro de fruta, ou refrigerante).
Aromas tudo bem. Cada um escolhe o que mais gosta. O que gera desconfiança proporcional àquela espumeira toda é se o produto contém realmente o tal ingrediente e se ele tem esses poderes. E o que dizer dos ingredientes que não são mais usados? Será que não deram certo? Não funcionaram, ou foi necessário tentar alguma novidade que "dessa vez vai!"?
Escrito por Milton Miszputen às 07h55
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O diploma
Todo ano tenho que renovar o cadastro de médico voluntário no departamento em que trabalho, na mesma faculdade em que me formei. Para isso, preencho uma ficha e mostro alguns documentos. Acontece que um dos documentos que me pedem é justamente o diploma de médico, que foi expedido pela própria faculdade (!?).
Escrito por Milton Miszputen às 12h08
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Pensamento do dia
"Coquetel não deveria se chamar croquetel?"
Escrito por Milton Miszputen às 12h03
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A calça jeans
Cheguei na loja para comprar uma calça jeans e percebi que as que eu encontro lá estão mais desfiadas, mais esfarrapadas e mais desbotadas que as que eu queria me desfazer! Aí, mudei de idéia rapidinho, pois percebi que estou mais na moda do que mal vestido...
Escrito por Milton Miszputen às 18h13
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O congestionamento
Que a cidade de São Paulo sofre com os congestionamentos, isso não se discute. Agora a moda dos tele-jornais e imprensa em geral é noticiar a quilometragem de congestionamento nas várias horas do dia. É mais um parâmetro para virar assunto de papos-furados em geral, mais um recorde a ser batido ou mais um indicativo para a nossa cabecinha congestionada guardar (se quiser, claro).
O pior é que o ser humano comum (assim como eu e você) tem dificuldade em entender na prática quanto 200km é pior que 150km ou 100km. Assim como noticiar se choveu 10mm ou 50mm. Como nós não trabalhamos na CET, nem somos meteorologistas, grandes chances de as notícias não terem muita importância para nós.
Escrito por Milton Miszputen às 18h04
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A solução
Solução em informática, solução em móveis de escritório, venda de soluções em ultra-sonografia. Como foi surgir essa expressão!? Sim, deve ter vindo junto com a linguagem do pessoal de administração de multi-nacionais. Aliás, para a minha felicidade, não trabalho em empresas assim (apesar de já haver alguma infiltração de termos e expressões), porque senão daria para fazer um blog inteiro delas. Ainda vou escrever alguma coisa sobre a expressão pró-ativo.
Pra quê tanta solução? Temos cara de quem tem tantos problemas assim? (quer dizer, problemas todos nós temos e muitos). Você me corrija se eu estiver errado, mas me soa como que os vendedores imaginassem que nós estivéssemos bem atrapalhados com algum assunto e desesperados por uma solução.
Ora, eu só quero comprar um aparelho de ultra-som! Isso ainda não é um problema! Só vai ser problema se não tiver o aparelho ou eu não tiver o dinheiro para isso, etc, etc. Então não me venham com "venda de soluções em ultra-sonografia"!
Bastaria dizer: programas de informática, móveis de escritório e aparelhos de ultra-sonografia.
Soluções não é a palavra mais certa, pelo menos para aqueles que sabem o que querem e, ainda por cima, complica mais do que simplifica.
Escrito por Milton Miszputen às 19h00
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O telefone celular
Ana Patrícia e Marcelo querem marcar um cinema com Roberto e Flávia. Os dois casais estão em suas casas. Ana pega seu celular e liga para o celular de Flávia, afinal, pensa ela, "celular é mais prático para achar as pessoas". Mas...
— [tuu... tuu... tuu... "você ligou para a Flávia, após o sinal deixe o seur recado"]. "Deu caixa", ela fala, decepcionada, para o marido.
Minutos depois, um bip no celular de Flávia sinaliza um recado. Ela levanta do sofá e pega o telefone celular para ouvir os recados:
— ["você tem cinco novas mensagens... primeira mensagem... segunda mensagem... terceira mensagem... quarta mensagem... quinta mensagem: "Flávia, oi, aqui é a Ana. A gente quer convidar vocês para um cinema hoje à noite"]. Depois de quase dois minutos de recados, Flávia finalmente pega o recado de Ana. Em seguida, ela aproveita que está com o celular na mão e liga para o celular da amiga.
[Se Ana lembrasse que existe telefone fixo na sua casa e na residência do casal amigo, talvez já tivessem conseguido combinar o cinema. Seria dessa vez que o telefone fixo venceria "a praticidade do celular", segundo ela?]
Conversam cerca de vinte minutos (por sorte a ligação não cai) e combinam o programa.
Ao sair de casa, mesmo sem estar atrasados, Ana já telefona para a amiga:
— "Olha Flávia, já estamos saindo, ok?" — "OK", responde Flávia.
Quinze minutos depois, na escada rolante do shopping center, Ana novamente usa o celular:
— "Já estamos no shopping, podem comprar os ingressos". — "Já compramos", responde Flávia, com naturalidade.
E assim, finalmente, com celular ou não, os casais se encontram e desfrutam seu programa de sábado. E mais uma pessoa conseguiu contornar sua ansiedade urbana usando seu celular, a despeito da conta que virá no fim do mês.
Escrito por Milton Miszputen às 19h59
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O prédio chique
Está no jornal de hoje. Um anúncio de prédio de apartamentos no bairro da Aclimação em São Paulo. Até aí tudo bem, mas veja o nome do empreendimento: VERACE, cuja tipologia (letras) é simplesmente idêntica à usada na marca famosa VERSACE.
Acredita nisso!? Fico pensando que lado tem mais ilusão: se são os ilusionistas da construtora, que querem vender os apartamentos e acrescentar "glamour" a eles, ou os iludidos futuros moradores, achando que vão ganhar um apê com grife...
Escrito por Milton Miszputen às 08h26
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O nome do filme II
Continuando o assunto "O nome do filme", de 22.01.07, acho que nós não lembramos direito dos nomes dos filmes, porque ao traduzirem os nomes originais deles usando palavras muito comuns, perde-se o reconhecimento da identidade do filme. Explicando melhor: é a diferença entre usar substantivo próprio e substantivo comum. O título original em inglês é o nome próprio, e o título em português (como os da mensagem anterior) é substantivo comum.
Escrito por Milton Miszputen às 16h22
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A fitinha da sorte
Quem passa em frente à igreja do Bonfim, em Salvador, bem tarde da noite, não perde a viagem se for comprar as fitinhas da sorte. Na beira da calçada tem um vendedor à disposição para casos de emergência. Você não precisa nem estacionar o carro. Drive-trough 24 horas de fitinha do Bonfim!!!
Escrito por Milton Miszputen às 13h17
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O zero operadora
O "zero operadora" nasceu quando as empresas telefônicas se multiplicaram e aí surgiu a necessidade de se escolher uma delas ao se fazer uma chamada interurbana. De cara causou estranheza para uns e dificuldade para outros. Graficamente, tiveram que inventar o (0XX11) para indicar a novidade. Sempre me perguntei o que um estrangeiro pensa quando vê XX no meio de um número telefônico (americanos poderia achar que é para digitar XX pelo teclado), afinal em muitos países basta o (11) na frente do número e as pessoas se viram muito bem. Agora, depois de tantos anos, será que não daria para tirar o "operadora" da frase ou os XX do papel?
Enquete O que você prefere?
a) (11) 66-6666 (isso, até mesmo sem o zero!) b) (0XX11) 66-6666
Escrito por Milton Miszputen às 12h44
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O time sulamericano
Para você fazer bonito numa conversa de bar sobre um jogo contra time sulamericano da noite anterior (Copa Libertadores da América, Copa América, ou Eliminatórias da Copa do Mundo), imprima a escalação abaixo e guarde-a na carteira. Ela é uma espécie de curinga. Ou seja, não importa muito que não sejam os verdadeiros nomes dos jogadores, porque ao citar algum nome, você terá credibilidade no seu comentário sobre aquele lance ou gol. Basta pronunciar o nome com sotaque adequado (igualzinho àquele que o Galvão Bueno se esforça em fazer). Todos vão acreditar em você (até o Galvão Bueno acreditaria, se estivesse na rodinha).
1. Contreras 2. Ramón 3. Jose Lopez 4. Ortega 6. Goycoechea
5. Delgado 8. Herrera 10. Diego Diaz
7. San Martín 9. Hurtado 11. Aguilera
Escrito por Milton Miszputen às 23h24
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A água de côco
Três jeitos contemporâneos de tomar água de côco:
- Na beira da praia, em Salvador, após o moço ter dado três golpes certeiros de facão no côco. A quantidade e o gosto da água são uma loteria. - Em São Paulo, depois que o moço colocou o côco numa máquina, baixou uma alavanca e um tubo fez tchuf-tchuf, perfurando-o assepticamente. Afinal, o que dizer do medo generalizado de bactérias? Provavelmente foi um baiano criativo que inventou o sistema e vendeu a máquina para os paulistas, mais chegados em higiene do que em habilidades manuais. - No conforto do home theater da sua casa, no ar condicionado, tomando de canudinho naquelas caixas longa vida, lendo as informações nutricionais impressas na caixinha, de exatamente 330ml. Um negócio multi-milionário de algum baiano Magnata dos Coqueirais.
Curiosamente a "naturalidade" do consumo da bebida é inversamente proporcional ao preço dela...
Escrito por Milton Miszputen às 12h07
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